O último adeus de Cynthia Hand – Dark Side Books

Hello little bats!

Hoje venho falar um pouco sobre o livro ‘O último adeus’ da autora Cynthia Hand, publicado no Brasil pela editora Dark Side.

A história é narrada por Alexis, uma garota de 18 anos que está prestes a entrar na universidade, e precisa lidar com o suicídio do seu irmão mais novo  Ty, que aconteceu a mais ou menos uns 2 meses.

Alexis se isolou de tudo, de seus amigos, terminou o namoro e suas notas não vão bem. Mas ela não consegue desabafar e falar com ninguém sobre isso, muitas vezes quando os sentimentos vem a tona ela tem crises  e fica com um ‘buraco enorme no peito’ e falta de ar. Ela  faz um acompanhamento com seu terapeuta, mas como ela não consegue colocar pra fora o que ela sente, o que a deixa magoada, ele lhe dá um moleskine, para que ela escreva o que sente e para desabafar.

Desde esse acontecimento sua mãe está em depressão e não consegue mais ser feliz. Tudo lembra o filho morto e ela não consegue sair desse buraco de tristeza e pra ela sua vida já acabou. Alexis se culpa por não ter conseguido evitar que isso acontecesse e muitas vezes fica pensando em acontecimentos do passado desde que eram crianças, o divórcio dos pais, como isso afetou Ty e como as coisas da vida dele estavam andando até ele cometer suicídio.

E aí a história continua…

 

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Claro que não vou dar spoiller né?

Bom, desde que vi a sinopse e qualquer outra coisa sobre o livro eu já sabia que iria me identificar muito com ele, em diversas partes. Tanto pelos casos de família, que não entrarei em detalhes para não expor pessoas, quanto a personalidade de Alexis.  Mas me vi em diversas situações e é impossível não chorar litros hehehe

Me vejo muito na Alexis, por ela guardar todos sentimentos e magoas e não compartilhar com ninguém, nem com sua mãe. Não é questão de egoísmo nem nada, mas sim de não querer que as pessoas se preocupem, principalmente quando elas já tem pesos demais na vida e também pelo fato de quando você diz que está com depressão  as pessoas te vêem como um doente, como se sua doença fossem afetar elas e como se você fosse incapaz de fazer qualquer coisa que você faz.  Então assim como ela, o desabafo que eu tive foi sempre com papel e caneta na mão e tentar seguir em frente

As pessoas já tem seus próprios demônios e não precisa que a gente contamine com os nossos. É praticamente esse o sentimento… São picos da vida, muitos penhascos… mas a gente precisa manter a cabeça erguida e seguir em frente para não cair.

 

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O assunto do livro é delicado. É sobre suicídio, divórcio, depressão, luto e saudade.  Mas também nos mostra que não estamos sozinhos, que existem muitas pessoas por perto que estão dispostas a nos ajudar. Mas o primeiro passo é estarmos conscientes da nossa situação e colocar nossos sentimentos pra fora para que as coisas possam ser resolvidas ou tentar melhorá-las, porque o silêncio não vai ajudar, ele só irá nos sufocar mais ainda.

Muitas vezes vamos estar quebrados mas não temos que nos desculpar por isso e sim pedir ajuda de alguma forma. No meu caso, eu tento me distrair de todas as formas com coisas que eu amo fazer, com pessoas que amo ou tentando fazer as pessoas que amo sorrirem. Lembrando que isso é minha experiência e cada pessoa é cada pessoa. Às vezes da certo, às vezes não. Mas a vida é uma tentativa infinita, e eu prefiro dar motivos para as pessoas que amo sorrirem do que para chorarem, independente de eu estar sorrindo ou chorando.  E isso é uma forma de me sentir bem no final.

A depressão é um peso enorme que as pessoas carregam, e só de acordar todos os dias é uma conquista, pois a batalha está nas coisas mais simples de se fazer. Não menospreze alguém por causa do psicológico dela, mas sim deixe ela saber que você está por perto quando precisar.

 

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‘É engraçado como, as vezes, não vemos as coisas mais óbvias, você acha que sabe que a vida tem reservado para você, acha que esta preparado, acha que pode enfrentar e então BUM! como uma explosão vem algo do nada e pega você desprevenida.’

Bom, é isso. A resenha e um pouco dos meus sentimentos e experiências. Talvez não tenha ficado tão claro, mas eu não pretendo me aprofundar tanto no tema. Pois a interpretação é livre né? Além de que, pra deixar bem claro, que não é uma romantização da depressão e não é legal, nem bonito, nem cool estar num quadro psicológico desses.

É um livro que vai te fazer chorar algumas vezes, mas que vai te fazer enxergar algumas atitudes convertidas em sentimentos, e que existem pessoas a sua volta que te querem bem, por mais que a gente talvez não enxergue. E que por mais que a vida pareça ser uma bosta, ainda existem momentos bons que valem a pena ser vividos.

 

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‘o perdão é confuso, porque no fim tem mais a ver com você do que com a pessoa que esta sendo perdoada’

 

Quer adquirir o livro? compre aqui:  O Último Adeus

Boa leitura!

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Designer, fotógrafa, modelo alternativa e mãe. Criou esse blog com o intuito de compartilhar suas trevosidades, gostos e também continuar sua missão no mundo da procrastinação.

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