Conheça: As tirinhas de Tiny Sepuku By Ken Cursoe ♥

Hello little bats!

Depois de muito tempo sem aparecer, estou de volta e trazendo alguém muito legal para vocês conhecerem: Tiny Sepuku, criado pelo cartunista Ken Cursoe!

Mas afinal, o que é Tiny Sepuku?

Tiny Sepuku (Pequeno Sepuku) é um tipo de conselheiro, em que os leitores mandam suas questões que são respondidas no melhor estilo Tiny hahah ♥. O nome é uma variação da palavra japonesa “seppuku” que pode significar “sacrifício para o benefício dos outros”. Tudo começou como uma paródia da Hello Kitty para uma pequena revista em 97 e que acabou se desenvolvendo e mudando para seu estilo atual rapidamente. O maior fator para o sucesso das tirinhas é a participação do leitor.

Faz uns 9/8 anos que eu conheço e acompanho o trabalho dele. Por muito tempo eu sempre gostei de ler tirinhas e procurando por algumas diferentes internet a fora, eu conheci Tiny Sepuku. E lendo foi amor e dor a primeira vista hahaha… Digo isso porque as tirinhas carregam emoções nelas e muitas vezes ‘resolvidas’ de modo cômico, o que da uma quebrada na dorzinha no coração e nos traz um sorriso na face. Além de que, eu me identifiquei com muitas tirinhas, afinal retratam muitas dificuldades que temos em coisas ‘simples’ do dia a dia e também sobre certos sentimentos que nos parecem bem comum e fácil na vida, mas nos deixam na bad e acabamos sofrendo.

Você pode encontrar as tirinhas do Tiny Sepuku e acompanhar todo trabalho aqui:

Site Tiny Sepuku (porém só encontra as tirinhas até o ano de 2011)

GoComics Tiny Sepuku (aqui você encontra todas mais recentes!)

Twitter tiny Sepuku

E você também pode mandar suas questões para o Tiny responder! Apoie o artista 😉

tinysepuku@hotmail.com 

 

(Tirinha traduzida)

Ao logo desses tempos acompanhando o trabalho de Ken Cursoe, com as tirinhas de Tiny, um belo dia o site estava fora de ar e eu fiquei muito desesperada pensando ‘o que aconteceu com Tiny?’ e como eu não encontrava as tirinhas em outro lugar eu acabei encontrando uma forma de entrar em contato com ele pelo twitter e perguntando – o que havia acontecido com o site? – hahah. Até que ele colocou o site no ar novamente e me agradeceu pelo ‘aviso’ assim me presenteando com um conselho do Tiny em que eu deveria mandar uma questão ♥. Já faz alguns anos mas eu adoro essa tirinha, é muito a minha cara:

tirinha original

Como eu amo as tirinhas do Tiny e queria que todos conhecessem mais o trabalho de Ken Cursoe, eu decidi propor uma entrevista com ele, para que vocês pudessem conhecer esse trabalho que eu acho incrível ♥ espero que vocês gostem e apreciem as tirinhas, pois vale muito a pena!

 

D: Antes de tudo, até mesmo de Tiny. Qual era o seu talento? Você sempre achou que seu talento fosse desenhar ou você esperava fazer outras coisas na vida ou gostaria de focar em outras coisas?

K: Eu desenhava muito quando era criança. Sempre fui muito introvertido e fiz muitas coisas sozinho como ler quadrinhos, assistir desenhos animados e, claro, desenhar e fazer quadrinhos. Eu costumava desenhar nas margens e na parte de trás das minhas lições de casa e outras crianças viam isso e me pediam para desenhar coisas para elas também e eu aprendi a me conectar com outras pessoas através de tirinhas bobas. Eu realmente não estudei para ser um cartunista, meu foco original eram profissões que pagariam bem, como engenharia genética e psicologia. Mas, de alguma forma, me desviei de uma vida inteira de estabilidade financeira e fui para o caminho da animação e ilustração.

 

D: Não sabemos muito sobre quem é ‘Ken Cursoe’, você poderia definir quem é a pessoa que está por trás de Tiny? Você se identifica com Tiny de alguma forma?

K: Eu sempre fui uma pessoa tímida. Sempre achei mais fácil me expressar e me comunicar através de desenhos do que falando. (Não sei como minha esposa aguentou essa parte de mim por tanto tempo). Comecei a desenhar Tiny como uma forma de trabalhar e lidar com um coração partido. As tirinhas antigas, antes mesmo de se tornarem tirinhas de conselhos, eram muitas vezes baseadas na minha própria dor e rejeição. Essa é a versão do Tiny que eu mais me identifico, porque as tirinhas realmente vieram de uma parte pessoal de mim. Agora eu sinto que conheço Tiny, mas não me identifico com ele (se isso faz algum sentido).

 

D: Você tem algum processo para começar suas tirinhas?

K: Eu simplesmente me sento no sofá com um caderno e fico pensando em uma pergunta por várias horas enquanto minha esposa pergunta se eu realmente estou trabalhando. Esperando que eu possa rabiscar algo engraçado nesse tempo. No começo eu fazia tudo no papel, usando lápis e tinta e depois digitalizava tudo no computador, mas agora eu faço tudo direto digitalmente. Eu costumava fazer tudo semanas antes do prazo, mas desde que eu me tornei pai, acho que não tenho tanto tempo para fazer como costumava. Na maioria das vezes, eu começo o processo mais próximo do prazo que eu gostaria.

 

D: Você tem algum ritual para começar a fazer suas tirinhas, como ouvir música, assistir algo, beber algo, estar em um determinado lugar?

K: Quando comecei a fazer tirinhas, eu ouvia músicas que talvez me lembrassem um amor perdido, e trariam algumas emoções ou memórias que eu pudesse usar. Gostava de ouvir bandas como a Spain e entrava em um humor realmente deprimido e depois começava a usar o bom humor para sair da bad. Agora é raro que eu ouça qualquer coisa enquanto trabalho em uma tirinha. Eu também costumava sair em cafés ou restaurantes para trabalhar ideias de tirinhas. Alguns dos meus lugares favoritos eram: Um local de café de chocolate que se especializava em deliciosas bebidas com chocolate quente e uma casa de café de pagar o que você quisesse, no porão de uma igreja velha. Mas agora eu apenas trabalho esboços em casa porque a maior parte do meu dia é gasto ajudando a cuidar do meu bebê. Eu tinha um estúdio em casa para trabalhar, mas isso foi transformado em uma enfermaria. Então, minha área de trabalho é agora um pequeno canto da sala de estar. Geralmente estou escrevendo no sofá tarde da noite, quando todos estão dormindo … como agora respondendo a essas perguntas.

D: O que você diria para as pessoas que procuram se tornar profissionais com quadrinhos e desenhos? Você tem alguma dica?

K: Minha única dica é: faça. Eu acho que quem quer se tornar um cartunista profissional, tem uma incrível quantidade de acesso a uma audiência global por causa da internet. Se você fizer um bom trabalho e publicá-lo, você encontrará uma audiência. Não há tantas barreiras para conseguir que o seu trabalho seja visto por muitas pessoas em comparação quando eu comecei. Eu tinha que encontrar editores em todo o país e tinha que enviar um pacote de amostras das minhas tirinhas a eles todos os meses. Alguns artigos publicaram o Tiny, mas muitos o rejeitaram. Então, o quadrinho só foi lido por algumas pessoas em poucas cidades que o imprimiram na década de 90. Quando finalmente consegui um site minúsculo, de repente eu comecei a receber mensagens de pessoas de todo o mundo. Meu conselho é criar e publicar. Isso é tudo o que você precisa fazer agora, ganhar dinheiro com os quadrinhos é uma questão completamente diferente, e é algo que nunca encontrei com toda satisfação.

D: Você se lembra qual tirinha que mais impactou a maioria dos seus leitores?

K: Eu honestamente não sei qual impactou mais pessoas. Aqui estão algumas que obtive mais respostas positivas dos leitores:

 

(tirinha traduzida) Clique na imagem para ver a original!

 

(tirinha traduzida) Clique na imagem para ver a original!

 

tirinha original

D: O quê te inspira? Quais são suas influências?

K: Essa é uma pergunta difícil de responder. Quando eu comecei com Tiny, as minhas principais influências no aspecto de quadrinhos eram os antigos: Krazy Kat e Life in Hell misturados com personagens Hello Kitty/Sanrio. A escrita do quadrinho foi inspirada no meu coração partido e na solidão dos meus 20 anos. Esses foram alguns dos ingredientes que levaram à criação do Tiny. Agora, minhas influências e inspirações vêm de lugares diferentes como: as conversas que tenho com minha esposa, ou minhas fúteis tentativas de raciocinar com um ano de idade.

D: Você tem alguma tirinha favorita? (Qualquer recente? Além da tirinha sobre o coração partido?)

K: Você quer dizer qual tirinha do Tiny é meu favorito? Eu acho que o primeiro em que eu mudei o estilo artístico do quadrinho, porque essa era a única coisa que mudou tudo. Eu estava passando por um momento ruim e tudo saiu na tirinha. Não era apenas uma tirinha influenciada pelos meus sentimentos como as anteriores, estava expressando como me eu sentia, e isso me permitiu experimentar mais e, eventualmente, começar a ter leitores fazendo suas perguntas. (Estes não são postados em qualquer lugar, então eu vou ter que encontrar uma imagem dele para enviar para você).

D: Como surgiu a sua paixão pelo que você faz hoje?

K: Eu acho que as tirinhas me permitiram um tipo diferente de interação com os leitores, e isso é realmente a coisa que me impulsiona. Enquanto alguém estiver lendo, eu vou desenhar.

 

(tirinha traduzida)

 

D: Você tem o costume de ler tirinhas de outros autores? Você tem um favorito? (Se quiser mencionar 2 a 3 dos principais)

K: Eu costumava ler outras tirinhas, mas quase não tenho tempo para fazer isso agora. Eu ocasionalmente tenho vislumbres de trabalho de novos cartunistas por aí e muitos trabalhos fantásticos. Eu gostaria de ter tempo de ler mais deles para que eu pudesse mencionar alguns aqui. Então, eu vou chamar alguns dos artistas que me responderam quando comecei a desenhar Tiny e me deram conselhos e incentivos úteis. São eles: Keith Knight, Lynda Barry e Rodney Alan Greenblat.

D: Lembro-me da primeira vez que li seus quadrinhos e gostei muito, porque além da trágica realidade de muitas situações, temos uma solução “simples” e muito engraçada, além de parecer tão inocente e sentimental (chorei com alguns haha). E tudo o que precisamos, afinal, é rir. Você faz isso bem! Para elaborar essas respostas você faz tudo sozinho?

K: Obrigado! É o que você quer dizer… Eu acho que quando eu comecei as tirinhas, era mais fácil escrever dessa maneira, porque basicamente existia o que sentia e tentava esclarecer minha situação.

D: Você tem um algum projeto para fazer com suas tirinhas? Seja um livro ou Workshops, você já pensou nessas coisas?

K: Eu tinha um livro publicado no início da década de 2000, mas não tenho planos para nada além das tirinhas semanais. Ou melhor, tenho ideias para projetos, mas sem tempo ou energia para desenvolvê-los. Eu realmente deveria mudar isso.

 

 

D: Você já teve algum conselho que não conseguiu responder? Ou o que mais te marcou?

K: Sim. Eu tive perguntas dos leitores que (se verdadeiro) pareciam que precisavam de ajuda real e não algum personagem cômico se divertindo com seus problemas. Nesses casos, tento encorajá-los a conversar com alguém que pode ajudar, como um conselheiro ou pessoas em quem eles possam confiar.

D: Você não tem uma página com suas tirinhas no Facebook, seja para divulgação ou para se expressar. Você já pensou em colocar o Tiny no Facebook?

K: Eu acho que tentei colocar o Tiny no Facebook no início dos anos 2000, mas naquela época eles não aceitaram Tiny Sepuku como um nome verdadeiro e me negaram uma conta. Eu acho que as coisas são diferentes agora, mas não tenho energia para descobrir o Facebook ou Snapchat ou o que quer que seja o próximo. Estou mal ativo no Twitter, acho horrível as redes sociais porque não sou uma pessoa sociável. Devo tentar mais, suponho.

D: Você tem outros projetos como cartunista para o público?

K: Eu faço ilustrações para vários lugares, como empresas sem fins lucrativos e educacionais, e fiz um trabalho para jogos infantis também.

 

D: E para concluir, você gostaria de deixar uma mensagem para quem gosta do seu trabalho ou alguma frase que você usa como dilema da sua vida? Haha

K: Gostaria de dizer que aprecio muito todos os leitores e pessoas que escreveram para o Tiny ao longo dos anos. Não haveria quadrinhos sem vocês, pessoal. Você é a melhor pessoa do mundo.

D: Você tem algum conselho que você quer perguntar ao Tiny?

K: Como eu me sinto mais divertido? Ou como faço para que você escreva e se desenhe para que eu possa descansar?

Gostaria de felicitá-lo pelo seu trabalho, por todos esses anos e desejo-lhe sucesso em todos os seus projetos!

D: Eu acho que não é nenhum segredo que eu realmente gosto do seu trabalho! Obrigado pelo seu tempo.

K: Foi divertido responder a essas perguntas. Obrigado por me entrevistar e ser um admirador maravilhoso de Tiny.

 

E assim termina a entrevista com o querido Ken Cursoe! Espero que vocês tenham gostado de conhecer um pouco mais o trabalho dele e sobre o Tiny ♥. Acesse os links para ler as tirinhas semanais, siga no twitter e também mandem mensagem incentivando esse trabalho, acho que tanto o Tiny quanto o Ken merece mais apoio e precisam saber que existem muitas pessoas que apoiam seus conselhos e trabalho hahaha. Existem também uma tirinha do Tiny entrevistando o Ken, vocês podem ler AQUI.

 

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Designer, fotógrafa, modelo alternativa e mãe. Criou esse blog com o intuito de compartilhar suas trevosidades, gostos e também continuar sua missão no mundo da procrastinação.

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